Blog do Becher

Comentários da vida alheia.

Eu não conheço o Políbio Braga!

O Políbio Braga abriu um processo contra o Nova Corja, mas eu não conheço o Políbio Braga nem seu site, seu blog ou seu jornal. Nunca ouvi falar em Políbio Braga, você já?

Então entre aqui e conheça tudo o que eu sei do Políbio Braga.


Vida longa aos meus inimigos…

… para que eles se fodam por tempo o suficiente e paguem o preço de serem diferentes.

Desde a quinta-feira passada, eu tenho visto manchetes nos principais jornais esportivos sobre o “Brasil ser fluminense na final”. Eu deveria ter escrito isso ontem, teria mais sentido, e de certa forma se justificariam hoje as minhas palavras.

Mas esse oba-oba de dizer que torcedores de outros times, principalmente os cariocas, iriam torcer para o Fluminense conquistar a Copa Libertadores da América nos dias que antecederam a partida única e exclusivamente porque são brasileiros é balela pra acalentar bovinos. Isso é conversinha de artista famoso que dá entrevista para programas TV Fama style em algum evento social, onde enchem a boca pra dizer que “eu sou flamenguista, mas quarta eu sou tricolor desde criancinha!” somente pra não desagradar fã.

Isso é hipocrisia. Vamos analisar: do que vive o futebol? Da rivalidade. Torcedor que é torcedor, quando vê que seu time não tem mais chances de ganhar uma competição, vai torcer pro rival não ganhar. Se o Palmeiras não conseguiu ganhar o paulista, vai torcer pra que o São Paulo se foda de primeiro a quinto na semi-final. Melhor um time do interior do que um que tenha torcedores e possíveis gozadores na empresa que trabalha. O arquirrival ir pra segunda divisão é tão gostoso quanto a conquista de um título. É assim que funciona, rivalidade, gozação, piadinha etc. De resto, é hipocrisia.

E eu torci pra LDU ontem. O Fluminense não me incomodava até eles terem ganhado o título da Copa do Brasil no ano passado do meu Figueirense dentro da sua própria casa, o Orlando Scarpelli. Desde então, sempre que eu posso ver o Fluminense se dando mal, lá estou pra soltar alguns foguetes.

O que eu não suporto é torcedor frustrado ir pra estádio fazer confusão e arrumar briga. Do contrário, que eu seja o gozador de segunda-feira e não seja aquele cara de cabeça inchada que além de guentar o chefe tem que aguentar piadinha após uma derrota. Com todo o respeito aos meus leitores tricolores, eu queria mais é que vocês se fudessem ontem!

Não sou hipócrita. Desculpem.


Como falar seu peso sem passar vergonha

Muita gente tem problemas ao dizer alguma coisa a respeito de si. Gostamos demais de falar da vida alheia — e este blog é uma prova disso — mas não gostamos de expor os nossos números sem ficarmos com a cara ruborizada. Com as mulheres, principalmente as que têm mais de um quarto de século, perguntar a idade delas é encarado como uma ofensa. Já fiz isso algumas vezes e sempre tinha alguém por perto pra dizer: “Nossa, que falta de educação perguntar a idade de uma mulher!”. Engraçado que geralmente quem diz isso é um baita de um babaca que mal frequentou a quarta-série e usa esses clichês pra completar o vazio da cabeça. Mas tergiverso.

Com os gordinhos acontece a mesma coisa. Pergunte o peso de um de nós e você vê a nossa expressão de espanto com essa pergunta. Não que seja uma informação sigilosa ou que nos aflore qualquer tipo de complexo psicológico, mas não é lá muito agradável dizer que você pesa cento e W$#%#¨&#&¨quilos. Eu, por exemplo, não me importo em dizer que peso cento e #$@$¨#¨$ quilos. Pelo contrário…

Por essas e outras é que se criam as inutilidades na Internet e que só julgamos inutilidades quando não enfrentamos problemas em relação aos segredos nem tão segredos assim. A Lu Monte twittou hoje divulgando um site que tem como proposta descobrir quantos canibais você alimenta. Isso mesmo, o How Many Cannibals Could Your Body Feed faz uma pequena pesquisa com seus atributos físicos e hábitos alimentares e então diz na sua lata quantos canibais seriam suficientes para comer você, literalmente, oh, pá!

A partir de hoje, quando alguma velhinha engraçada me perguntar quanto eu peso, eu direi na cara:

Isso mesmo, seu vendedor de Herbalife: eu alimento 21 canibais.


Perdeu o CQC, Atualíssima, Terceiro Tempo? Assista no Band On Demand

Louvável essa iniciativa da Band. Cá estava eu tentando assistir o episódio do CQC - Custe O Que Custar -, programa humorístico da Band que vai ao ar todas as segundas-feiras, de ontem, e eis que acho no YouTube um canal de vídeos da emissora dentro do portal. Fazendo uma breve pesquisa, descobri o Mais Band, ou Band On Demand, que é um pequeno portal onde os capítulos das novelas, programas esportivos e, claro, o CQC,  vão para o roll de vídeos após a exibição na TV aberta.

Uma funcionalidade interessante neste portal, é que além de poder buscar por palavra-chave (duh!), você pode escolher o programa que quer assistir, sem ter que ficar se matando entre as buscas equivocadas do YouTube e suas tags relacionadas que confunde crocodilo com cocô de grilo.

Pra testar o sortimento de conteúdo, fiz uma busca com a palavra “blog“. E quem eu encontro? Rosana Hermann, a profissional polivalente da mídia, ex-produtora do programa Pânico na TV! (e não vou contar aqui todos os trabalhos anteriores deste moça, você vai no vídeo-curriculum dela e fica conhecendo), blogueira e que começou em fevereiro na Band como editora-chefe e apresentadora do programa vespertino, o “Atualíssima”, ao lado de Leão Lobo.

Conversava com a Renata neste fim-de-semana sobre comprar uma TV maior aqui pro meu quarto, mais moderna, mais bonitona e coisa e tal. Mas eu acho que este aparelhinho que ultimamente só tem servido como estepe dos filmes toscos que têm passado no cinema com sua HBO quebra-galho e depósito de poeira, vai ser aposentado logo, logo. E a Band dá um start muito importante nesse processo. Parabéns!


Aluga-se um amigo

Quando o Diego Mendonça do blog Esculhambação postou sobre isso eu não acreditei. Não que eu seja um ingênuo romântico e que ache que a imbecilidade humana tem limites, pelo contrário. Analisar a vida alheia me faz um sujeito vacinado para as mais estranhas taras e vontades do ser humano. Mas não acreditei que alguém, no auge da velhice, precise contratar outro alguém para servir de companhia em chás, passeios e festas.

Velhos — não necessariamente tão velhos — ricos fazem isso, mas eles usam garotas de programa. Elas oferecem, na verdade, outra coisa. O termo “acompanhante” é fachada, mero eufemismo para prostituta de luxo, daquelas que você não encontra na esquina da Fúlvio Aducci as dez horas da noite e que tem um website recheado de fotos dignas de uma Sexy.

O Fato é que o Sr. Toni Sá oferece serviços de acompanhante. E ele já coloca, de cara, no rodapé do site: “Não fazemos saídas de cunho sexual”. Isso é pra filtrar as senhoras idosas taradas e necessitadas de uma penetração, um fighteco, uma vulgar fudeca penetrante. O amigo pessoal, ou como ele prefere, Personal Friend, acompanha as nobres vozinhas em cocktails, chás, eventos, festas, bailes, cinemas, teatros, etc.

Mas por quê contratar alguém pra isso? Por quê pagar 40 reais a hora (sendo que a disponibilidade mínima é para duas horas) pra transparecer que tem um amigo? Porque as pessoas estão esquecendo de coisas básicas da vida, inclusive das amizades. Com todo o apelo que a Internet tem de juntar pessoas, aproximar corações solitários, arrumar sapatos velhos para pés tortos, o que leva alguém usar os serviços de Toni?

Duas sugestões:

Ou é porque quer aparecer com alguém diferente, algo típico nos dias de hoje. Aparecer é o que há, não interessa se você tem amigos de verdade, você precisa ter no contador do seu Orkut 999 amigos e uma foto escrito “Perfil lotado”. Não importa se você tem grana pra pagar o condomínio, é necessário morar num apê chique. Que mané encher o tanque e pagar o IPVA em dia, o lance é se meter em 72 prestações de um carro zero quilômetro.

Ou então é porque é incompetente. Dizem que conhecer pessoas pela Internet é atestado de incompetência por não ter o mínimo de habilidade em fazê-lo na dita “vida real”. Eu discordo. As artimanhas são as mesmas, a aproximação é parecida e o ritual todo bastante comum das duas formas. Pagar pra ter um amigo, sim, é assinar uma declaração dizendo “eu sou chata pra cacete, fiquei velha, gorda e enrugada e não consigo fazer alguém ficar vinte minutos na minha presença sem sentir ânsia de vômito”. Eis a diferença.

Se vocês precisarem de um amigo, falem comigo, falem com as ilustres pessoas que visitam este blog, criem um perfil no Orkut, Gazzag, MySpace, entrem num chat do Terra ou UOL, mas pelo amor de Deus, se quiserem jogar dinheiro fora, dê os oitenta pilas pra mim. E prostituir amizades não, por favor!




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