Voltando de viagem

Tive ontem e hoje em Lages, SC, onde fui acompanhar um show. Retornando para Florianópolis, estrada tranquila, calma, poucos veículos trafegando. O horário que escolhemos foi estrategicamente planejado para evitar o retorno do feriadão. Chegando da serra, em Santo Amaro da Imperatriz, paramos pra almoçar num restaurante e quando saímos o movimento já estava intenso. Enfim…

Na vinda pra cá, pude comprovar o que o Acklei disse no comentário do impulsivo e polêmico post anterior, onde eu falei sobre motoqueiros. O nobre colega, que há muito tempo não vejo (será que ele acompanha o blog e sabe que me conhece?), disse que “… apesar de eu ter moto grande (600c) e preferir considerar motoqueiro os pilotos insanos de CG125 (piloto consciente é motociclista), acho que seu comentário foi infeliz…

Esperei paciente levando algumas críticas para dizer o por quê usei sempre a palavra motoqueiro e não motociclista e o Acklei sacou isso. E apesar de ter achado meu comentário infeliz, ele tá certo. Não por ser infeliz. Eu apenas disse o que eu acho dos MOTOQUEIROS.

Eu tinha um professor na faculdade, o Escaleira, que ficava fulo quando alguém pegava no pé dele o chamando de motoqueiro. Ele era motociclista, como o mesmo se definia. Motoqueiro era entregador de pizza.

Não desmerecendo a nobre profissão, concordo com ele. Motoqueiro é o Acklei chama de pilotos insanos. Se alguém me provar (e não vale estatística marketeira) que mais de 40% dos motoqueiros são prudentes no trânsito eu tiro a monetização deste visitado blog por duas semanas, fazendo meus rendimentos extras caírem me privando de comer meu sanduíche no X-Mania nos fins de semana.

No trajeto que fiz, Florianópolis/Lages/Florianópolis, pude notar com bastante clareza isso. Motoqueiros, portadores de motos pequenas, são imprudentes. Eles não respeitam ninguém, podam, mudam de pista a torto e a direito, etc. Na volta, por se tratar de uma rodovia não duplicada, acabei percorrendo um trecho grande atrás de uma motocicleta. O MOTOCICLISTA em questão, portando uma moto maior (imagino que o motor dela também seja mais potente, mas não entendo lhufas deste tipo de veículo), andando tranquilamente com sua esposa, namorada, noiva, companheira ou seja lá o que for de carona, respeitou limites de velocidade. Trafegava, até, um pouco abaixo da velocidade máxima permitida. Direito dele. Tá mais que certo. E quando pintou a faixa tracejada na minha frente, naqueles retões hipnotizantes com tanto verde ao redor, me ajudou a fazer uma ultrapassagem segura.

Mas, voltando ao bafafá do post anterior, tenho algumas considerações a fazer:

  1. Motoqueiro É, VIA DE REGRA, IMPRUDENTE. Você não vai ver um motoqueiro andando atrás de um carro numa fila de trânsito. Você vai vê-lo ultrapassando irregularmente. Não sou eu quem digo, apenas, que isso é errado. É a legislação desta bosta que vocês chamam de país civilizado.
  2. “Você não deve generalizar”. Vamos parar de ser hipócritas, pô! Desde quando eu não posso generalizar? Ou agora todo post que eu escrever criticando uma classe de profissionais, social ou coisa do tipo eu tenho que pisar em ovos dizendo “Olha, segundo dados do Instituto PQP, eu não vou generalizar porque há 0,9% que vão contra esta afirmação…” Hipocrisia comigo não cola. Devo ser prudente nos meus comentários? Devo! Mas, cá entre nós… Se eu tiver que escolher palavras prá falar aqui, não estarei sendo coerente, e eu fecharei meu blog quando isso acontecer. E muito provavelmente você não vai ler eu falando nenhuma mentira por aqui por conta de generalizações.
  3. E, cá entre nós denovo. Você sabe que eu tô certo, bem no fundo da sua consciência, se me der licença poética pra generalizar um pouco. Lá dentro do seu coraçãozinho duro e relutante, você sabe que motoqueiro, na grande e esmagadora (senão totalitária, afinal, tenho que praticamente pedir desculpas ao falar em generalizar) maioria, é imprudente.

Isto posto, me despeço me desculpando se eu ofendi alguém que se enquadra nos 0,9% dos motoqueiros que não são imprudentes e porventura eu fui bobo, feio e mau generalizando. Aproveito, ainda, pra deixar esta exuberante imagem que meu colega de viagem e também blogueiro Fernando, captou. Talvez ela ajude a desestressar um pouco, assim como aconteceu conosco, após sermos surpreendidos com tanta natureza explítica no planalto serrano catarinense.

dscn1888.jpg