Muitos acham que é barda. Mas é esparrela, pois apesar de o Brasil ter sido colonizado primeiro pelos portugueses, em cada região existem outras colônias de outros povos (europeus, latinos, asiáticos, etc.) que dão uma certa licença poética para a criação de mini dialetos (entendamos isso por gírias, independente do sotaque). Então, antes que te apurrinhes pois ainda não sabes para que venho, mofas co’a pomba na balaia se pensas que eu vou acabar por aqui. Se achas que este post é um estruvilho, tudo bem, podes não lê-lo e passar ao próximo. Mas já te digo - ô ixtepô - não sou nenhum atolesmado! Não ia escangalhar com meu blog dessa forma, não tenho vocação pra mazanza! Falar nisso, esse papo me deu fome. Acho que vou comer um pirão de náilho. Quéx? Si quéx, quéx, si não quéx, dix!

Essa foi a maneira original que eu achei de continuar o Meme convidado pelo Leonardo do Blogueisso!. A proposta é mostrar algumas gírias que não são entendidas por todos podendo gerar mal entendido na Internet (principalmente em blogues).

Os florianopolitanos vão entender, mas aqui vão as traduções:

Barda: mania;
Esparrela: exagero;
Apurrinhar: encher o saco;
Mofas com a pomba na balaia: algo como “espera sentado”, uma discordância. Surgiu na resposta de uma mulher a um pombeiro que vendia pombas expostas num balaio ao discordar do preço da mercadoria;
Estruvilhar: atrapalhar;
Esteporado: estragado, arruinado; Ixtepô: variação de estepô, pessoa ruim, mazanza!
Atolesmado: Tolo, abobado;
Escangalhar: estragar;
Mazanza: bobo, tanso;
Pirão de náilho: Pirão de nylon, fazendo analogia ao nylon usado nas redes de pesca. Pirão feito com água fervente e farinha;
Si quéx, quéx, si não quéx, dix: Bordão usado para perguntar a alguém se ela quer alguma coisa ou não.

Pra continuar o Meme, convido o Adriano, o Noronha, o Guilherme, a Ana Paula e o Jorge.

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