Otimizando sua ida a Churrascaria - Parte I
Antes de começar a fazer um pequeno tutorial de como otimizar sua ida à churrascaria por rodízio, gostaria de dizer que o melhor churrasco, na minha opinião, é o tradicional gaúcho, e como tal deve ser feito em fogo de chão ou churrasqueira externa, temperado única e exclusivamente com sal grosso e servido conforme a fome vai exigindo. Este pequeno guia vem de encontro com os que não tem essa possibilidade, a de churrasquear em casa, e precisa ir numa churrascaria para matar a fome de carne gorda e bem assada.
Churrascarias por rodízio existe em qualquer canto. Cada uma com seu estilo próprio desde o modo de preparo da carne até de como servir o cliente. Durante minha humilde trajetória pelas melhores churrascarias de Santa Catarina pude coletar a maioria das informações contidas nos textos a seguir. Sou cliente assíduo da churrascaria Meu Cantinho (São José-SC). Do mesmo município da grande Florianópolis também frequento o Meneghini e o Tropilha Grill. Em Joinville, conheci a Churrascaria do Lino. Em trabalho na cidade de Gaspar, conheci o Restaurante Raul’s. Viajando pelo litoral, conheci, em Itajaí, num posto de beira de estrada, a Churrascaria Santa Rosa. E por aí vai.
Escolhendo a churrascaria
O primeiro passo para desfrutar de um bom assado campeiro é escolher sua churrascaria. Escolher uma delas vai muito além do cheiro bom que ela exala pela chaminé. Ítens como ambiente, higiene, atendimento e preço devem ser levados em consideração.
O ambiente

Este é um ambiente saudável para encher o rabo de linguiça (uepa!)
Procure uma churrascaria climatizada. Você não vai querer encher o bucho de carne e suar feito um cavalo ao mesmo tempo. Além de te dar uma baita indigestão, estraga toda a graça. Se você mora numa cidade tropical como eu, que foge à regra de civilização perfeita que sobrevive e se desenvolve abaixo dos 20 graus celsius, se certifique de que tenha ar condicionado funcionando.
Higiene
Comer qualquer coisa fora de casa exige perícia. Quando você vai exagerar na comida - e aqui postulemos que você não vai pagar um preço, mais das vezes, caro para comer pouco -, é bom dar uma checada se a churrasqueira e a cozinha estão a vista do cliente, se o piso é bem limpo, se dispõe de equipe de limpeza além dos garçons que fazem a troca das toalhas da mesa, se as paredes estão bem pintadas e os tons coloridos no teto não são de crostas de gordura. Não brinque com sua saúde.
Atendimento

Que moça simpática. Abriu seu apetite?
Muitas das churrascarias que conheci investem em funcionários. Não digo somente cursos de especialização, mas em funcionários com um grau de discernimento suficiente para saber o mínimo de auto-higiene, educação o suficiente para não ser grosseiro e saber cortar a carne do jeito que você pede. Em contra-partida, algumas churrascarias preferem baixar o preço e atender um nicho de mercado diferente, o povão, e acabam contratando mão de obra mais barata para compensar. Se o seu gosto é única e exclusivamente diretamente proporcional ao preço, tudo bem. Mas se você quer comer um churrasco de qualidade e não sair irritado do restaurante, recomendo verificar com conhecidos e amigos o histórico do estabelecimento no quesito cortesia.
Preço
Assim como existem churrascarias para todos os gostos e públicos, existem preços compatíveis com os públicos e gostos também. Aqui na região da grande Florianópolis o preço de uma churrascaria de beira de estrada está na média de R$14,90, uma churrascaria boa mas compatível com classe média baixa (pra não dizer um povão um pouco melhor de vida) gira em torno dos R$22,90 e uma churrascaria mais requintada, com garçom treinado, carnes mais selecionadas, recepção, mesas chiques e com direito até guardanapo de tecido, pode chegar a casa dos R$35,00. Isso vai depender da região que você está, por exemplo. Em São Paulo frequentei a churrascaria Costelão, no bairro Santana, e por alguns pedaços de picanha ao molho de não sei o quê (à la carte), paguei 50 pratas. A empresa bancou, claro.
Recapitulando e resumindo:
- Calor não combina com churrasco. Tudo bem que o gaúcho, povo que mais consome churrasco no mundo, come em qualquer lugar e o Analista de Bagé acharia este meu conselho uma viadice pura. Mas se você vai pagar por isso, exija um ar condicionado para evitar intempéries estomacais.
- Confira cada canto do restaurante em busca de sujeira. Se o local tiver aquela marca de gordura no teto, ou aquela murrinha insuportável de gordura velha, fuja.
- Se o cara que te atender for um grosseirão, chega na mesa berrando o nome da carne, arranca qualquer pedaço daquela peça de maminha com uma faca sem fio e respinga gordura em você, mande ele tomar no olho do cu e saia. E não esqueça de tirar os 10% da conta.
- Se você não tem grana para comer numa boa churrascaria, tudo bem. Os preços praticados realmente sobem mais do que os nossos salários. Mas não vá achando que você está churrasqueando com estilo. Você está, no máximo, comendo carne de qualidade duvidosa e sendo servido pelo Shrek.
- Publicado por Daniel Becher na categoria: Churrasco
- Se você gostou desse blog, assine o RSS e acompanhe as publicações via Feed!
4 comentários em “Otimizando sua ida a Churrascaria - Parte I”
#1
¬ Fernando MS - Pulga
outubro 3rd, 2007 as 11:24 am
Ai que fome!
Ótimos conselhos esses para churrasquear…
Se bem que também gosto dos ambientes rústicos, em se tratando de churrascaria. Conheci uma no município de Lages/SC, que unia classe, bom atendimento e excelente qualidade na refeição em um ambiente bastante rústico, lembrando a vida tropeira. Só o preço que não era tão apetitoso… mas… é muito bom.
[Responder]
#2
¬ Os Piores Lugares Para Jantar: O Xis
outubro 23rd, 2007 as 6:10 pm
[...] Post ispirado pelo Marcus e pelo Becher. [...]
#3
¬ Odeio Xurrascarias
dezembro 9th, 2007 as 1:05 am
[...] certo! Eu fui o culpado! Não levei tão a sério o que o meu amiguinho falou. Fui entrando na espelunca sem [...]
#4
¬ Ricardo Ayllón
março 5th, 2008 as 2:00 pm
Prezados Senhores,
Blog do Becher, é uma pena que artigos como este reflitam as rivalidades regionais que tanto mal fazem a um pais, sou peruano e moro no Peru, e nao gostei dos seus comentarios para com os cariocas, a seriedade do seu artigo finaliza com um comentario sem tom nem som e agressivo, nao é a maneira de sentir-se melhor, entrei neste site para saber a origem do rodizio brasileiro, sou prof. de portugues e a verdade nao fiquei satisfeito dessa atitude, de resto parabéns pelo artigo. Destaque pelo seu talento e nao pelos defeitos dos outros.
[Responder]
Deixe um comentário